Alcançar a sustentabilidade no setor de saúde é uma tarefa complexa. 

Sensíveis ao câmbio e à inflação, dependentes da renovação constante de equipamentos (quase sempre importados) e atentas às demandas do público-alvo, as instituições do setor não podem abrir mão da tecnologia para fazer uma gestão de custos em saúde de excelência.

Há muitos dados que comprovam essa necessidade. 

Segundo levantamento da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), as operadoras de planos de saúde gastaram com a COVID impressionantes R$ 27 bilhões — apenas entre março/2020 e abril/2021.

Já com os hospitais, a situação não é menos desafiadora.

Um estudo feito em 105 hospitais brasileiros, entre 2019 e 2021, mostrou que os valores dos insumos cresceram cerca de 89% no período.

Na gestão de saúde, costumam ser adicionadas questões internas aos fatores econômicos, como fraudes, eventos adversos evitáveis ou uso desnecessário dos recursos médicos.

 Tudo isso só amplia a urgência em encontrar o “estado de arte” na gestão de custos em saúde. Hoje você vai entender como alcançá-lo!

Quais são os alvos assistenciais para aumentar a qualidade e reduzir desperdícios?

Um levantamento recente, comandado pela plataforma Valor Saúde Brasil — referência nacional em gestão de saúde baseada em valor — revelou que 53% das despesas hospitalares são desperdícios controláveis

Se eliminados, poderiam gerar ganhos assistenciais na casa dos R$ 38,9 bilhões/ano às instituições de saúde brasileiras.

A falta de integração sistêmica entre hospitais e operadoras, o uso de modelos remuneratórios que não estimulam a eficiência e a subutilização das ferramentas modernas da chamada “Saúde 4.0” (como soluções de Auditoria Médica baseadas em Inteligência Artificial) são alguns fatores que explicam a dificuldade de operadoras e de hospitais em aumentar a qualidade e reduzir desperdícios.

Mediante tecnologia de ponta, é possível controlar as variáveis que afetam a gestão de custos em saúde. Vamos ver abaixo quais são elas.

Uso eficiente do leito hospitalar

Ineficiência na gestão dos leitos hospitalares gera prejuízos a operadoras e a hospitais, mas, sobretudo, sofrimento aos pacientes atendidos

Inclusive porque, quanto maior o tempo de internação, maiores os riscos de ocorrência de eventos intra-hospitalares adversos.

De modo geral, a ineficiência no uso dos leitos hospitalares (que se reflete em má qualidade na gestão de custos em saúde) ocorre por:

  • Burocracias na interação entre hospitais e operadoras;
  • Modelo remuneratório que não estimula os médicos a coordenarem o processo terapêutico intra-hospitalar com foco na cura diante do menor tempo possível (e seguro) para o paciente;
  • Deficitário controle de informações sobre o paciente e seus familiares, retardando comunicações;
  • Judicialização entre operadoras e prestadores por força de discordâncias contratuais e procedimentais;
  • Ausência de uma estrutura de atendimento focada na continuidade dos cuidados após a alta, que culmina em reinternações e em prolongamento desnecessário de diárias.

Aumento da segurança assistencial

A transformação do sistema de saúde brasileiro vai além, com a sintonia entre sustentabilidade e qualidade assistencial, duas variáveis que, embora pareçam conflitantes, estão, na verdade, intimamente ligadas.

Não há como falar em excelência no atendimento ao paciente com uso irracional dos insumos médicos, concorda? 

Da mesma maneira, é inimaginável almejar velocidade na liberação de procedimentos (no caso de operadoras) sem dispor de sistemas de Auditoria Médica que ampliem a produtividade e equalizem a força de trabalho.

A sustentabilidade traz redução da imprevisibilidade, otimiza recursos, acelera ações e mitiga erros, o que colabora, na ponta final, para o aumento da segurança assistencial.

É o que ocorre, por exemplo, quando o fee for service é substituído por um fluxo de pagamento baseado na geração de valor.

Redução de internações evitáveis

As internações evitáveis podem decorrer de muitos fatores distintos, que vão de falhas no sistema de saúde à abordagem equivocada em pronto-atendimento — o que, no caso das instituições privadas, quase sempre resulta em glosas hospitalares.

Seja qual for a origem dessa lacuna, o fato é que, segundo o Anuário da Segurança Assistencial Hospitalar no Brasil, as internações evitáveis respondem pela principal causa de desperdício assistencial, com prejuízos de cerca de R$ 10,6 bilhões anuais.

É possível diminuir as internações evitáveis com:

  • Padronização no processo de atendimento;
  • Maior foco na atenção primária;
  • Estímulo à ambulatorização cirúrgica segura;
  • Governança clínica apoiada em sistemas de controle de custos;
  • Melhoria na experiência do paciente.

Diminuição de readmissões preveníveis

Na literatura médica, as readmissões não planejadas são os reingressos hospitalares (dos mesmos pacientes) ocorridos dentro de 30 dias após a alta, em virtude de complicações relacionadas à internação anterior.

 Essas readmissões preveníveis implicam em custos extras ao setor, mas também expõem lacunas na efetividade dos cuidados prestados.

  • Centralização do histórico dos pacientes;
  • Aprofundamento do processo de categorização diagnóstica;
  • Análise de riscos e monitoramento clínico após a alta;

São ações fundamentais para que a transição do paciente, do leito à sua residência, seja feita com eficiência, redução de desperdícios e segurança assistencial.

Como plataformas tecnológicas contribuem para a excelência na gestão de custos em saúde?

Ao longo deste post, foi possível perceber a infinidade de variáveis que cercam o dia a dia das instituições de saúde.

Gestão de custos em saúde se faz com tecnologia de ponta.

Atualmente, existem plataformas de gestão de saúde dedicadas às mais diversas nuances do controle assistencial/operacional. Saiba mais!

Carefy

O Carefy é um sistema completo de auditoria médica que unifica a jornada do paciente e otimiza processos nas instituições de saúde.

A plataforma monitora internações e integra dados médicos, apresentando a evolução clínica de cada paciente por meio de relatórios detalhados, os quais são compartilhados por equipes médicas e auditores das operadoras.

Essa integração reduz judicializações, automatiza processos e aumenta a qualidade assistencial. 

Ao contar com alertas personalizados, centralização de dados e indicadores de eficiência do time de auditoria, a solução traz potencial de aumento de eficiência de até 137%.

Valor Saúde Brasil

Outra plataforma de gestão aliada à excelência médica é a Valor Saúde Brasil by DRG Brasil.

Desenvolvida pelo Grupo IAG Saúde, essa solução de governança clínica utiliza algoritmos e Inteligência Artificial para gerar previsão de custos e desfechos, engajar profissionais com a melhora da abordagem assistencial e reduzir desperdícios.

A plataforma Valor Saúde Brasil mede e compara a entrega de valor entre médicos e hospitais, aprimorando a experiência do paciente, ao mesmo tempo em que trabalha focada na redução do desperdício.

Ao jogar luz sobre as minúcias do atendimento ao paciente, a solução abre margem para a adoção de modelos remuneratórios mais modernos, que permitem, inclusive, o compartilhamento, entre médicos, operadoras e hospitais, das economias advindas da melhoria dos processos assistenciais. 

Tudo isso é o futuro da gestão de custos em saúde no Brasil.

Ficou interessado no assunto? Então, saiba mais sobre a plataforma Valor Saúde Brasil by DRG Brasil!