A auditoria hospitalar tem sido essencial para melhorar a gestão e, acima de tudo, a qualidade dos serviços em saúde. Esse processo permite o monitoramento de dados e processos em hospitais e clínicas. Isso porque ele gera a otimização da experiência de todos os envolvidos, em instituições de saúde, nos convênios ou pacientes. 

Nesse contexto, a Carefy acredita que a tecnologia pode mudar esse cenário e tornar as auditorias em saúde mais rápidas.

Por esse motivo, neste artigo, explicaremos como os softwares podem ser grandes aliados dos profissionais da auditoria. Para saber mais, continue a leitura!

O que é auditoria hospitalar?

Em primeiro lugar, é preciso entender que a auditoria hospitalar é o processo de monitoramento, análise e investigação de dados, bem como as atividades das empresas. O objetivo é garantir que o funcionamento esteja, a princípio, de acordo com a lei e assim propor soluções.

No cenário de saúde, a auditoria não se limita ao monitoramento contábil e financeiro. Ela também avalia:

  • a qualidade de atendimento prestado ao paciente;
  • o cumprimento de normas regulatórias;
  • o cumprimento dos contratos pré-estabelecidos;
  • os protocolos assistenciais;
  • a utilização de recursos;

A auditoria hospitalar tem se mostrado excelente ferramenta de gestão. 

A partir dos dados coletados, os hospitais, as clínicas e as operadoras de saúde têm acesso a indicadores importantes de gestão. Dessa forma, é possível encontrar problemas, propor soluções, prever situações e atuar para aumentar os resultados.

Antes de tudo, para as operadoras, a auditoria hospitalar é uma ótima aliada no controle de despesas relacionadas a internações. Só em 2020, esses gastos somaram mais de 120 bilhões de reais.  

Além disso, ela auxilia no monitoramento do uso de materiais descartáveis e eficiência da equipe. Também atua para garantir se as coberturas de procedimentos e medicamentos estão de acordo com o rol da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Como é feita e quem faz a auditoria?

O processo de qualquer auditoria deve prezar pela imparcialidade e qualidade técnica, para avaliar todos os pontos de relevância. 

Por isso, é fundamental que o corpo de auditores seja formado por profissionais de várias áreas para obter melhores resultados.

Um bom time de auditoria é formado por:

  • enfermeiros;
  • médicos;
  • gestores;
  • outros profissionais da saúde como fisioterapeutas, nutricionistas, farmacêuticos, etc;
  • contadores e profissionais de funções administrativas;

Esses profissionais podem atuar em diversas modalidades da auditoria, atuando nas tarefas realizadas na visita aos hospitais ou mesmo dentro da operadora de saúde. Assim, a equipe pode ser separada em:

  • auditores internos da operadora (colaboradores);
  • auditores externos (especialistas, empresas terceirizadas, profissionais autônomos e consultores);
  • mistos (ambas as modalidades).

Não há uma regra sobre a quantidade e o intervalo das auditorias hospitalares. Contudo, é válido que a instituição de saúde pense na melhor forma para incluí-la — e não encaixá-la — no planejamento das atividades. Isso pode acontecer de forma contínua ou periódica.

A ANS possui um manual de normas de auditoria com orientações e boas práticas de auditoria hospitalar.

Quais os tipos de auditoria hospitalar?

Sem dúvida, monitorar todas as atividades de um hospital exige organização e foco. Por isso, a auditoria hospitalar é dividida em três categorias, de acordo com o objetivo e a finalidade. Confira, a seguir!

1. Auditoria preventiva

A princípio, esse tipo de auditoria tem o objetivo de proteger contra problemas e irregularidades que possam surgir. Sendo assim, é possível verificar se o procedimento a ser realizado está dentro das normas e previsto no contrato entre as partes. 

Seu papel é muito significativo para a saúde financeira de uma instituição, uma vez que ela pode evitar gastos desnecessários ou indevidos.

A avaliação e liberação de guias, bem como os procedimentos por planos de saúde são ótimos exemplos de auditoria preventiva sendo aplicada.

2. Auditoria Operacional

Essa auditoria foca na avaliação de todas as atividades que dizem respeito ao trabalho da equipe de saúde e prestação de serviço. 

Assim, essa etapa analisa toda a experiência do paciente, desde sua chegada à instituição até a alta.

Devido à sua amplitude e importância, a auditoria operacional possui duas subcategorias que merecem destaque. Confira!

Auditoria Concorrente

Referente ao acompanhamento da experiência do paciente durante sua internação para avaliar a qualidade da assistência médica prestada. Nessa etapa, enfermeiros ou médicos auditores fazem visitas in loco.

O objetivo é verificar o estado do paciente, a pertinência de tratamento, os medicamentos e os prontuários. Do mesmo modo, os profissionais podem também fazer sugestões à equipe, caso julguem necessário.

Desde 2020, a ANS considera a auditoria concorrente como um requisito para obter a acreditação de operadoras de saúde.

Auditoria de contas hospitalares

Nesse caso, os enfermeiros auditores têm o objetivo de verificar se a conta enviada pela clínica ou hospital está correta. Assim, eles avaliam a necessidade dos procedimentos, os medicamentos utilizados, bem como a cobrança pertinente ao contrato entre as instituições de saúde. 

A auditoria de contas médicas é de grande importância para a saúde financeira.

3. Auditoria analítica

Essa categoria é muito mais completa do que as outras, pois usa todos os dados disponíveis para realizar as avaliações. Desse modo, os pareceres preventivos e operacionais servem para calcular os riscos e descobrir as oportunidades para o negócio.

Certamente, os resultados obtidos por meio da auditoria analítica são ótimos guias para os gestores tomarem decisões, pensarem em soluções e otimizar os processos. Por exemplo, por meio de análises, é possível avaliar:

  • a eficiência da equipe e processos;
  • a evolução do paciente e o desfecho clínico;
  • o custo da internação;
  • o tempo médio de internação;

Como a tecnologia pode ajudar na auditoria hospitalar?

Como visto antes, a auditoria hospitalar pode ser uma ótima ferramenta para auxiliar na gestão de instituições de saúde. Portanto, sua boa aplicação melhora a saúde financeira, otimiza a aplicação de recursos, bem como identifica os gargalos operacionais.

Também fornece indicadores de saúde que ajudam a pensar em soluções eficazes. Dessa maneira, os gestores de operadoras de saúde conseguem melhorar a qualidade dos serviços prestados ao paciente, sem comprometer sua saúde financeira.

No entanto, realizar uma auditoria hospitalar eficiente ainda é um desafio de muitas operadoras de saúde. Alguns aspectos podem tornar o processo frustrante, como:

  • o excesso de informações desorganizadas;
  • as inúmeras ferramentas;
  • falta de padronização e segurança;
  • retrabalhos;
  • demora no envio e análise das informações;
  • a dificuldade em monitorar pacientes internados.

Nesse cenário, a adoção de um software que otimiza o fluxo de auditoria hospitalar traz grandes vantagens. Dessa forma, é possível centralizar as principais informações e tornar o processo mais rápido.