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São inúmeros os desafios enfrentados no dia a dia de uma instituição de saúde, desde prever riscos, gerenciar crises, minimizar a ocorrência de falhas e eventos adversos. Descubra como a metodologia de gerenciamento de riscos em saúde ajuda no planejamento estratégico da sua operação.

O que é o gerenciamento de Riscos em Saúde

O gerenciamento de riscos em saúde é uma metodologia que confere ao serviço de saúde maior controle sobre os possíveis riscos que a operação pode vir a sofrer antes que eles aconteçam.

Ela possibilita que os profissionais da saúde realizem o gerenciamento de crises otimizado, a redução de gastos e minimiza os riscos que podem comprometer a segurança do paciente na sua instituição de saúde.

Segundo o Ministério da Saúde:

 ‘’O propósito da gestão de riscos é a criação e proteção de valor. Ela melhora o desempenho, encoraja a inovação e apoia o alcance de objetivos.’’

Portanto, ela abre espaço para que instituições de saúde consigam melhores resultados acerca do cuidado prestado ao paciente no serviço de saúde brasileiro.

Sua importância para as instituições

Ao ser internado em uma instituição de saúde, diversos são os riscos associados a permanência do paciente no ambiente hospitalar, veja alguns:

  • Risco de infecção;
  • Risco de desenvolvimento de úlcera;
  • Risco de efeito colateral por medicamentos;

E cada dia a mais na instituição, o risco da ocorrência de cada evento adverso aumenta.

Segundo desenvolvido  por pesquisadores, em relação ao desenvolvimento de infecções, o risco do paciente ser infectado é de 17.6% e esse número aumenta em 0,5% a cada dia a mais na permanência do mesmo no hospital.

Dado esse cenário, suscetível a incertezas, realizar a gestão de riscos é primordial para que o serviço prestado ao paciente seja de excelência e garanta a segurança do paciente.

Além de garantir que os processos pertinentes a gestão de qualidade em saúde sejam executados da melhor forma, torna-se necessário um bom plan

Existem diversas metodologias que são usualmente empregadas para que o planejamento de instituições seja realizado de forma eficiente, como a de Gerenciamento de Riscos em Saúde.

Essa metodologia é importante para:

  • Análise e a antecipação de possíveis cenários
  • Auxilia na definição dos objetivos e metas da organização a curto médio e longo prazo
  • Metrificar a performance destes aspectos ao longo do tempo
  • Um gerenciamento de crises otimizado
  • Redução de gastos
  • Minimizar os riscos que podem comprometer a segurança do paciente.

Princípios Fundamentais da Gestão de Riscos

Segundo a Política de Gestão de Riscos RA nº 60/2014/ANS da Agência Nacional de Saúde Suplementar, o gerenciamento de riscos possui os respectivos pilares essenciais:

  • Agregar valor e proteger o ambiente institucional;
  • Ser parte integrante dos processos organizacionais;
  • Subsidiar a tomada de decisões;
  • Abordar explicitamente a incerteza;
  • Ser sistemática, estruturada e oportuna;
  • Ser baseada nas melhores informações disponíveis;
  • Ser transparente e inclusiva;
  • Ser dinâmica, interativa e capaz de reagir a mudanças;
  • Apoiar a melhoria contínua da entidade;

Passo a Passo da Metodologia

O gerenciamento de riscos em saúde é dividido em 5 etapas, veja abaixo:

1. Identificação de riscos

A primeira etapa visa identificar quais os potenciais riscos que a sua instituição de saúde está sujeita. 

Recomenda-se que a equipe de profissionais da saúde responsáveis por essa tarefa deve escrever essas constatações para uma melhor compreensão do cenário.

Exemplo: Risco de eventos adversos

Para ajudar na determinação dos ricos podem ser realizadas entrevistas, análises de documentos referentes a anos anteriores e ainda um brainstorming (geração de ideias em equipe).

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2. Análise de riscos

Com os riscos identificados e documentados, é essencial analisar quais poderão causar grandes impactos na operação e quais têm o potencial de causar pequenas consequências.

É possível analisar cada risco a partir de duas abordagens: qualitativa e quantitativa.

Na análise qualitativa cada risco é avaliado por critérios de probabilidade de ocorrência que vão de ‘’muito alto’’ a ‘’muito baixo’’.

Já na análise quantitativa são utilizados números e dados estatísticos para avaliar os potenciais riscos.

Nessa etapa podem ser empregadas ferramentas como: Análise de Impacto do Negócio e Análise de Causa e Efeito.

Assim, é possível entender melhor o contexto da operação para realizar o gerenciamento de riscos em saúde de forma mais efetiva.

3. Mensuração de riscos

Em seguida, é necessário avaliar quais riscos devem ser atendidos de forma prioritária de acordo com o impacto que podem causar nas instituições de saúde.

Estes irão para a etapa seguinte, que consiste no tratamento de risco.

Para facilitar esse processo podem ser utilizadas ferramentas como o HACCP – Análise de Ameaças e Pontos Críticos de Controle para mensurar os riscos no serviço de saúde.

4. Tratamento de riscos

No processo de tratamento do risco são planejadas ações para gerenciá-los, um exemplo de tratamento de risco é a elaboração de medidas preventivas para evitar eventos adversos.

Definir quais áreas da operação devem ser tratados como pontos de atenção e o que deve ser alterado no processo de gestão em saúde são importantes para que a gestão de riscos seja eficiente.

5. Monitoramento de riscos em saúde

Após implementar as ações de tratamento de risco, acompanhá-las é essencial para que a gestão de risco em saúde seja efetiva.

É necessário verificar se as ações planejadas estão sendo executadas, se o processo ganhou mais eficiência após as mudanças e se novos riscos foram identificados e demandam tratamento.

Portanto, realizar o gerenciamento de riscos em saúde é uma ferramenta de extrema importância na auditoria em saúde para que a segurança do paciente seja mantida e não ocorram imprevistos na operação.

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