A interoperabilidade entre sistemas é um desafio enfrentado por muitas instituições e, na saúde suplementar, não é diferente. A falta desta interoperabilidade pode gerar retrabalhos e diversas falhas nos processos das empresas. Veja no artigo de hoje o que é, a sua importância e quais as dificuldades encontradas.

O que é interoperabilidade

Segundo o Governo Federal e o portal da governança de dados, a interoperabilidade é a capacidade em que os sistemas (softwares, plataformas, etc) de uma instituição têm de trocar informações de forma eficiente. 

Em outras palavras, seu significado reflete na comunicação desses sistemas de forma ampla dentro de uma organização ou entre instituições.

A importância da interoperabilidade na saúde

A interoperabilidade na saúde é importante uma vez que as informações de saúde são essenciais para guiar o cuidado ao paciente que pode fazer a diferença em seu tratamento e no seu desfecho clínico ou a economia dos recursos em saúde.

São os dados de saúde que vão nortear os profissionais durante o fluxo de atendimento para tomar as melhores decisões de cuidado.

Os problemas da falta de interoperabilidade

No entanto, muitas vezes essas informações não são compartilhadas entre todos os responsáveis devido a falta de interoperabilidade entre sistemas ou falta da cultura de compartilhamento das informações em saúde.

E, apesar de ser um processo complexo, a falta de interoperabilidade entre sistemas no âmbito da saúde pode gerar algumas consequências negativas que já vêm impactando o setor durante anos. 

Vamos pensar em um fluxo de atendimento ao paciente em que envolva atendimentos ambulatoriais, idas ao pronto socorro, internações hospitalares e depois disso o direcionamento para o home care. 

Somente neste fluxo diversos profissionais e instituições de saúde são envolvidos no processo. Com isso, a falta de compartilhamento entre instituições ou entre sistemas internos podem levar a diversas falhas, como: 

  • Retrabalho ao digitar as mesmas informações em diferentes sistemas;
  • Atraso na tomada de decisões estratégicas;
  • Menor eficiência das instituições de saúde;
  • Atraso na comunicação e menor eficiência das instituições e profissionais de saúde;
  • Repetição de exames, procedimentos e consultas 

Com isso, além de um gasto desnecessário, o tempo de atraso das decisões, somada à falta da visão geral da situação do paciente pode impactar negativamente seu desfecho clínico. 

Isto em um cenário em que, apenas na saúde suplementar, cerca de 20% dos gastos são desnecessários ou estão relacionados à ineficiência e que ainda a cada 5 minutos 3 brasileiros morrem por falhas evitáveis, toda a ajuda é pouco. 

Os benefícios da interoperabilidade na saúde

Investir em soluções integradas ou com a capacidade de integração rápida pode trazer benefícios substanciais tanto para o cuidado do paciente como para as instituições de saúde. 

Com esta interoperabilidade, os profissionais da saúde conseguem tomar decisões mais assertivas e impactar positivamente no desfecho clínico do paciente. Ainda, a troca de informações entre instituições de forma mais eficiente pode levar a um menor tempo do faturamento e pagamento da conta hospitalar, por exemplo. 

Além disso, podemos citar outros benefícios da interoperabilidade, como: 

  • Melhor tomada de decisão pelos profissionais da saúde;
  • Maior assertividade na tomada de decisão e desfecho clínico
  • Maior engajamento do paciente;
  • Encurtamento do tempo da jornada do cuidado;
  • Economia de recursos de saúde;
  • Evita gastos desnecessários e retrabalhos;

Uma vez com todas as informações do paciente em mãos, instituições e profissionais da saúde poderão tomar melhores decisões para contribuir para o melhor desfecho clínico, simples assim.

Os cuidados ao compartilhar dados de saúde 

Dizem que a informação é o novo ouro quando se referem ao valor que uma informação pode ter. Não diferente são os dados de saúde. 

Logo, assim como é algo muito valioso, torna-se alvo de diversos ataques em busca dessas informações. Assim, o vazamento, a má utilização ou a falha no compartilhamento dessas informações podem levar sérias consequências para a instituição de saúde como duras multas e processos jurídicos. 

Logo, é essencial que o processo de interoperabilidade esteja em conformidade não só com os padrões e órgãos reguladores como também com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) que regulariza e orienta o uso de dados na área da saúde. 

Porém, se engana quem acha que esta nova lei veio para dificultar ainda mais a interoperabilidade. Ela veio para auxiliar na padronização e ainda guiar como deve ser feito este processo, visando sempre a segurança da troca de informações e o mais importante: 

Que o paciente esteja ciente da finalidade e tenha acesso aos seus próprios dados.

Por isso, instituições de saúde devem se atentar às normas e regras relativas aos bancos de dados de pacientes, ao consentimento dado por cada informação e como esta informação é usada ou compartilhada. 

Assim, vemos um número crescente de iniciativas em prol desta interoperabilidade para que as barreiras sejam diminuídas e que o paciente seja cada vez mais beneficiado. 

Como contribuir para o processo 

Sabemos que a interoperabilidade entre sistemas é uma tarefa desafiadora. Dentre as dificuldades encontradas no setor podemos citar a necessidade de criação de um padrão único para troca de informações; a necessidade de garantia da segurança dos dados em saúde; a conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados e principalmente a disposição entre os players em se conectar. 

Por isso, faz se necessário a criação de uma cultura de compartilhamento de dados para o benefício do paciente, que é, afinal, o dono dos dados que possui. 

Esta mudança de pensamento é o primeiro e principal pilar para que a interoperabilidade vire uma realidade nas instituições de saúde. 

Hoje temos diversos exemplos de empresas que usam essa premissa para o benefício do usuário final. Como por exemplo Uber, Waze, Google, AirbnB, entre outros. E de certa forma faz parte da sociedade em que vivemos hoje. 

Desta forma, a cultura de compartilhamento de dados é algo a ser incentivado e incorporado não só por profissionais de saúde mas também por gestores de operadoras, hospitais e outras empresas de prestação de serviços de saúde. 

O padrão TISS como exemplo de interoperabilidade

O padrão TISS é um bom exemplo de como é possível incorporar um padrão para a troca de informações em saúde e estabelecer a interoperabilidade na saúde.

Usado amplamente entre operadoras de saúde e prestadores de serviço, o padrão TISS é obrigatório para troca de informações na Saúde Suplementar, sendo implantado em 2012 pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), pela Resolução 305/2012.

As Guias TISS que entraram em cena para padronizar o faturamento médico e odontológico dos serviços prestados usava um modelo inicial em papel e posteriormente foi incorporado o formato XML.   

Inspirado em modelos dos países da América do Norte e Europa, o padrão TISS também auxilia a ANS a acompanhar as operadoras de saúde quanto ao seu desempenho econômico e assistencial. 

Por isso, independente se estamos na saúde suplementar ou pública, devemos sempre ser agentes defensores da interoperabilidade entre os sistemas para que possamos tomar decisões melhores em busca do melhor atendimento ao paciente.

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