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A tabela brasíndice já é uma “velha conhecida” no meio hospitalar. Afinal, ela traz os valores dos medicamentos que são comercializados no nosso país, exibindo o preço de fábrica — separado até mesmo por estados — e o valor máximo a ser praticado para o consumidor.

Por essa razão, uma parte significativa dos acordos de prestação de serviços em âmbito hospitalar faz uso dela. Isso faz com que ela funcione, basicamente, como uma referência nas negociações.

Considerando a sua importância, este artigo trata do tema, explicando o que é a tabela brasíndice. Além disso, a sua forma de emprego nas negociações também será pauta desta publicação. Continue a leitura!

Afinal, o que é a tabela Brasíndice?

Trazendo, entre outras informações, o PMC (preço máximo ao consumidor), a tabela brasíndice pode ser vista como uma espécie de guia farmacêutico. Isso porque, sempre utilizam essa tabela para o fator de remuneração em se tratando de contratações de serviços no meio hospitalar.

Sendo assim, ela representa um instrumento largamente utilizado por faturistas hospitalares. Também conhecida como revista brasíndice, a sua publicação se dá por empresa especializada.

Qual a importância da Tabela Brasíndice?

Essa ferramenta possibilita a transparência  sobre a precificação dos medicamentos comercializados em todo o território brasileiro, abrangendo valores direcionados tanto para o consumidor quanto para as empresas.

Além disso, ela proporciona a padronização de preços, o que minimiza a venda de medicamentos por valores excessivos. 

Desse modo, proporciona o maior acesso a fármacos pela população promovendo a promoção da saúde.

Como utilizar a tabela Brasíndice nas negociações?

Imagine, por exemplo, que um hospital e uma determinada operadora de planos de saúde têm um contrato de prestação de serviços de saúde. No momento de debate acerca das cláusulas do contrato, uma tabela é escolhida para para base de cálculo de cobrança dos medicamentos que serão administrados nos pacientes, que pode ser a tabela brasíndice.

A razão para tanto reside no fato de, na tabela, constarem os custos efetivos dos medicamentos, como dito anteriormente. Entretanto, vale dizer que existem também outras referências usadas no segmento.

Demais tabelas

Tabela Simpro

A tabela Simpro funciona como um Banco de dados que abrange insumos médicos e medicamentos. Ela é utilizada como referência para diferentes informações  como:

  • Registro Anvisa;
  • Precificação;
  • Apresentação;
  • Código tuss;
  • Classificação;
  • Embalagem.

Ela é amplamente utilizada em compras, faturamento, licitações, análise e auditoria de contas médico-hospitalares e contratos entre operadoras de plano de saúde e hospitais.

Portanto, possui uma função bastante similar à tabela brasíndice, tanto de materiais quanto de medicamentos hospitalares.

Desse modo, ambas são empregadas em diversas atividades, sendo referências de informações, como nas compras, nas licitações, nos faturamentos, nas análises e nas auditorias de contas hospitalares.

Tabela TUSS

Há, ainda, a tabela TUSS, que representa a padronização dos códigos de procedimentos médicos, bem como da nomenclatura. 

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O seu código é dividido em quatro categorias, que são: 

  • Taxas e diárias; 
  • Procedimentos médicos; 
  • Medicamentos e materiais; 
  • E materiais especiais, próteses e órteses.

Como parte constituinte do padrão TISS, essa ferramenta  verifica eventos e itens assistenciais através de uma nomenclatura.

A tabela tuss assume extrema importância no contexto de saúde suplementar levando em consideração a resolução normativa 305 regulada pela ANS que exige que as operadoras de saúde e seus prestadores de serviço devem obrigatoriamente atender às normas de aplicabilidade definidas pelos órgãos reguladores como ANVISA e Ministério da Saúde.

Tabela CBHPM

Além disso, outra tabela relevante é a CHBPM, que representa a Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos, ela é empregada como uma espécie de referência para calcular cobranças de honorários dos médicos.

Dividiu os procedimentos em quatorze Portes, cada qual com três subdivisões, que até hoje compõem a estrutura fundamental da CBHPM.

Os portes representados ao lado de cada procedimento não expressam valores monetários, apenas representam a comparação entre os diversos atos médicos no que diz respeito à:

• Complexidade técnica; 

• Tempo de execução;

 • Atenção requerida 

• Grau de treinamento necessário para a capacitação do profissional que o realiza.

Uso na auditoria em saúde

No que tange ao último processo — a auditoria —, vale destacar que essa é uma atividade responsável pelo exame, pela revisão e até pela intervenção nas contas médicas pelas operadoras de saúde. Os profissionais atuantes nessa área avaliam e identificam, por exemplo, se desvios ou desperdícios de recursos vêm ocorrendo.

Inclusive, para alcançar tal fim, o uso de um software que disponibilize um módulo de auditoria de contas médicas, como o Carefy, é altamente recomendável. Como benefícios, é possível notar uma elevação na eficiência da atuação da equipe de contas.

Além disso, ainda se percebe que há diminuição de erros e redução de custos com internações. Ademais, os próprios auditores também contam com vantagens, pois terão acesso às tabelas atualizadas do segmento (como as citadas) no próprio aplicativo. Isso promove mais agilidade e praticidade no desempenho das atribuições.

Como você pôde notar, a tabela brasíndice traz informações de alta relevância, principalmente para os processos de auditoria médica. Entretanto, para alcançar um melhor rendimento e mais precisão nos resultados, conte com um software especializado.

E então? Este artigo foi útil para você? Que tal, agora, aproveitar a visita ao blog e conferir também o nosso post sobre como fazer uma auditoria de contas hospitalares de qualidade?

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