e-book indicadores de internação

Dada a importância da gestão de internações, muitas instituições de saúde se baseiam em inúmeros indicadores, cada um evidenciando uma vertente diferente da operação como: rede, assistência, eficiência operacional e custos. 

O que são indicadores de saúde

Em uma publicação de 2018, a Organização Pan-Americana da Saúde em conjunto com a Organização Mundial de Saúde definiu os indicadores de saúde como:

“… Uma estimativa (mensuração com certo grau de imprecisão) de uma dimensão de saúde em uma população alvo.”

Em outras palavras, os indicadores são ferramentas utilizadas a partir de dados que geram um tipo de informação relevante para avaliar o desempenho do serviço de saúde. 

Sistemas de informação como o do Carefy são usados no mundo todo para guiar gestores de saúde. 

A importância dos indicadores de saúde

indicadores de saúde

Indicadores de saúde servem principalmente para embasar a tomada de decisão em saúde de gestores de instituições e profissionais de saúde. 

Assim, a importância dos indicadores de saúde está em organizar ações corretivas ao processo ou até mesmo promover programas de saúde específicos para melhorar a qualidade de vida e a assistência. 

São eles que irão direcionar esforços para garantir uma gestão em saúde de excelência. Eles participam na:

Exemplos de indicadores de saúde

indicadores de saúde

Além de explicar um pouco como funciona a dinâmica dos indicadores de saúde e sua importância, o artigo de hoje tem como objetivo trazer 12 indicadores de saúde para você incorporar na gestão de pacientes internados.

Acreditamos que trazer cada vez mais percepções relevantes e que tragam embasamento à sua tomada de decisão na gestão em saúde Confira: 

1. Internações por acomodação por mês

O gráfico de internações por acomodações no mês pode ser muito útil para comparar dados históricos da operadora e identificar as acomodações mais usadas nos últimos meses. 

Ele auxilia na gestão de leitos hospitalares e observa a taxa de ocupação por prestador, sendo possível ter uma noção da abrangência da sua rede e se será necessário o credenciamento de novos prestadores por região. 

Ainda, analisando por credenciado, é possível identificar pontos fora da curva e os picos de utilização.

Assim, o gestor em saúde pode tomar algumas decisões a partir desse indicador como: Transferências entre credenciados e acomodações,  realização de altas, discussão de casos com o prestador, credenciamento  ou descredenciamento de prestadores, entre outros.

2. Custo total no mês

O custo das internações hospitalares também deve ser acompanhado de perto na gestão de recursos em saúde.

Sabemos como as diárias e a média de permanência geral impactam nesse indicador de gestão de custos em saúde. 

Assim, todo gestor deve manter esse acompanhamento para evitar que a operação fuja do orçamento e auxiliar no planejamento orçamentário dos próximos meses, otimizando o processo de auditoria em contas

Ainda, usando a inteligência artificial na saúde e ferramentas como o DRG Brasil é possível ter uma análise preditiva desse indicador, dando ao gestor uma vantagem para realizar as ações corretivas dentro do tempo. 

3. Pacientes por mês por CID

O número de pacientes internados também é um indicador que merece atenção. 

A compra de novas carteiras ou a entrada de novos beneficiários pode modificar o perfil dos pacientes e impactar no número de internações. 

Além disso, o monitoramento das principais patologias que levaram a internação desses pacientes pode guiar decisões da operadora e alertar sobre potenciais surtos. 

Por exemplo, um gestor que identifica uma alta incidência de CIDs de atenção primária pode sugerir maiores esforços e investimentos nessa área a fim de evitar futuras internações.

4. Número de pacientes, diárias, altas, tempo médio de internação por hospital

Essas são informações valiosas para aqueles gestores em saúde que olham principalmente a rede credenciada. 

Com esse indicador é possível comparar o volume de pacientes e as ações dos hospitais durante o período, sendo possível assim realizar a gestão da qualidade e avaliar os serviços prestados.

Dessa forma, gestores podem regular e direcionar melhor as internações dos pacientes de acordo com a performance, volume e custo dos hospitais, tendo melhor controle do orçamento mensal e melhor gestão de recursos em saúde.

5. Mapa de localização dos pacientes

O mapa de localização dos pacientes dá uma visão geral da distribuição das internações no Brasil por rede e região. 

A possibilidade de consultar de forma visual esta distribuição pode evidenciar possíveis surtos em determinadas regiões além de mostrar áreas com maior número de internações, podendo significar a sobrecarga da rede. 

Assim, essas informações embasam decisões internas para ampliar a rede credenciada nas áreas mais afetadas ou realizar ações de saúde para o controle de potenciais surtos e é um dos indicadores de saúde geográficos.

6. Reinternação no período

Outro indicador de análise de rede, a taxa de reinternação no período pode ser considerado um indicador de qualidade em saúde dos serviços de saúde. 

Leva-se em consideração o número de pacientes que foram readmitidos no mesmo hospital em decorrência da mesma patologia em um período de 30 dias (segundo a ANS). 

Tal indicador para o gestor pode ser de grande valia para comparação entre hospitais e sua assistência, podendo no futuro redirecionar as internações para hospitais com menor taxa de reinternação ou de eventos adversos.

Outro ponto é a possibilidade do uso deste indicador em futuras negociações contratuais com os prestadores. 

7. Comorbidades nas internações

Tal indicador traz uma visão mais macro da saúde da população em relação às comorbidades e doenças crônicas dos seus beneficiários.

Dessa forma, esse dado pode ser muito útil para análise do gestor direcionar esforços para programas da medicina preventiva ou outros programas específicos de cuidado a esses pacientes, monitorando-os de perto e evitar próximas internações. 

Esse é um indicador que deve fazer parte da análise e gerenciamento de risco da carteira de beneficiários. 

8. Indicadores de paciente com úlcera de pressão 

Pacientes acamados, alocados na mesma posição por um longo período de tempo podem desenvolver úlcera por pressão pela falta de oxigenação na superfície da pele quando aliada a alta pressão da pele exercida pelo leito.

Possuir indicadores que auxiliam o monitoramento  desses pacientes minimiza a ocorrência de eventos adversos que podem comprometer a segurança do paciente e permite a diminuição de gastos desnecessários da instituição de saúde com o paciente.

Na plataforma mais completa de auditoria em saúde, a Carefy, esse indicador de possíveis inconformidades permite o acompanhamento de forma remota e em tempo real os casos em que os pacientes permanecem um extenso período acamados sem se movimentarem. 

9. Indicadores de Pacientes sem ventilação mecânica ou droga vasoativa

Outro indicador de extrema importância para sua operação é de sinalizações em relação à pertinência do tratamento direcionado a pacientes sem ventilação mecânica ou droga vasoativa.

Se a internação ocorre na UTI, por exemplo, e o tratamento do paciente não inclui a utilização da ventilação mecânica e a administração de drogas vasoativas, esse pode ser um indicativo de que pode estar acontecendo alguma inconsistência no cuidado prestado ao internado, o que pode prejudicar o seu desfecho.

Ainda, se ele está internado na UTI sem esses indicativos pode indicar que o seu desfecho está satisfatório e não há necessidade de permanecer internado nesse ambiente de alto custo para a instituição.

De qualquer forma, monitorar essa internação garante o melhor atendimento e minimizar gastos desnecessários.

10. Pacientes internados com CID’S sensíveis à atenção primária

Outra possível inconformidade  que pode ser acompanhada a partir de indicadores permite avaliar a pertinência da condição clínica com a internação do paciente, para garantir o melhor desfecho.

O Ministério da Saúde elaborou uma lista com os CIDs que são sensíveis ao atendimento na atenção primária de saúde, aqueles casos que em teoria seriam acompanhados de forma mais simples. 

Portanto, se há um paciente internado no centro cirúrgico por exemplo, com o CID principal que compete a algum da lista, faz-se importante avaliar a pertinência da internação para evitar inconsistências no tratamento direcionado.

Também pode significar que o CID inserido no sistema ao internar o paciente não é pertinente ao motivo da internação, ou seja, é importante rever a condição clínica, o ajuste do CID e o tratamento que o mesmo irá receber.

11. Pacientes na enfermaria com mais de 5 dias de internação

Você já imaginou quais são os impactos para a saúde financeira da sua instituição e para a saúde do paciente permanecer internado sem a real necessidade?

Portanto, é importante monitorar quando a internação do paciente na enfermaria ultrapassa 5 dias, pois em algumas instituições pode significar que este é ou tem chances de se tornar um paciente de longa permanência.

A observação desses casos é importante para avaliar se o internado que se encontra nessa situação poderia ter recebido alta e não recebeu ou então se o caso clínico merece uma maior atenção da equipe para um bom desfecho.

12. Média de Permanência

Muitas instituições de saúde não têm a noção de quanto tempo o internado permanece na sua instituição.

A falta dessa estatística prejudica avaliar a eficiência da operação e realizar as alterações necessárias para otimizar processos na auditoria em saúde.

Com esse indicador, é possível estimar a média de permanência do paciente  e custos de internação de acordo com o perfil do internado.

No fluxo da Carefy utilizamos inteligência artificial para analisar o perfil do paciente internado e comparar com os dados já existentes no sistema, sendo possível gerar previsões e auxiliar na tomada de decisão.

Assim, é possível saber quando um paciente ultrapassa a média de permanência esperada e ter um acompanhamento mais de perto sobre sua condição de saúde.

Indicadores de saúde no Carefy

indicadores de saúde

No entanto, a geração de todos esses indicadores citados acima pode ser uma tarefa desafiadora. É comum que as operadoras possuam grande quantidade de dados de internação. 

Porém, a sua organização, análise e cálculo são atividades que envolvem tempo e um trabalho árduo da equipe antes de ficar disponível para o gestor.

Quanto menor o número de informações estruturadas, mais difícil será a gestão do negócio e maior o atraso na tomada de decisão. 

E quando o assunto é indicadores de saúde, contamos com mais de 60 no sistema de auditoria da Carefy disponibilizados automaticamente para os gestores, otimizando assim a eficiência da equipe em até 130% e reduzindo a média de permanência em 40%. 
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