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O sistema suplementar de saúde é essencial para o bem-estar de toda uma população. E, como todo importante sistema, ele enfrenta grandes desafios.

Hoje vamos analisar como o sistema suplementar de saúde é indispensável, seu impacto e principais desafios. Continue lendo e confira!

O sistema suplementar de saúde

A saúde suplementar pode ser definida como sendo o conjunto de serviços de assistência médica à saúde que não possuem vínculo com o sistema público brasileiro, popularmente chamado de SUS (Sistema Único de Saúde).

A partir disso, existem Operadoras de Plano de Assistência à Saúde, responsáveis por operar o serviço a preço pré ou pós estabelecido.

Por meio da Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) número 39, publicada no ano de 2000 pela ANS, as Operadoras de Saúde são divididas em 7 modalidades:

  1. Administradora;
  2. Cooperativa Médica;
  3. Cooperativa Odontológica;
  4. Autogestão;
  5. Filantropia;
  6. Medicina de Grupo;
  7. Odontologia de Grupo.

Órgão regulador: Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) 

É atribuição da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) fiscalizar e regularizar o sistema suplementar de saúde. 

Para tanto, existem 3 principais competências da Agência:

1. Articulação Institucional

Realizada a partir de políticas que otimizam as relações institucionais externas e internas, tendo sempre como objetivo a efetividade do processo.

2. Regulação da Saúde Suplementar

Possuem como ponto de partida a defesa do interesse público na assistência suplementar à saúde, definindo normas de ressarcimento ao SUS, por exemplo. 

Também visa a sustentabilidade do mercado, pautando-se sempre na capacidade de controle e monitoramento das instituições e na capacidade de produção.

3. Qualificação da Saúde Suplementar

Competência que busca a qualificação do setor suplementar como um todo. Leva em consideração o mercado regulado e as operadoras de saúde em relação a garantia de acesso, sustentabilidade do mercado e a qualidade da atenção à saúde.

O impacto do sistema suplementar de saúde

Nos últimos anos, a Saúde Suplementar ganhou destaque pela quantidade de serviços realizados e pela percepção positiva de qualidade dos atendimentos prestados aos pacientes.

Segundo pesquisa realizada pela GFK Brasil em 2010, mais de 81% dos brasileiros que possuíam plano de saúde se declararam satisfeitos com o serviço que recebiam.

E, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em 2019,  55,7 milhões de habitantes brasileiros possuíam planos de saúde, o equivalente a quase 30% da população. 

Diante dos dados expostos, é inegável o impacto do sistema na saúde brasileira e na vida dos usuários.

A importância do sistema suplementar de saúde

Conforme já foi citado, as operadoras de saúde possuem alta cobertura, refletida no grande número de beneficiários. Logo, o sistema suplementar é de extrema importância. 

Em 2020, segundo pesquisa realizada pela Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), tendo como base os dados do SUS do ano de 2019, o tempo médio para um atendimento na rede pública de saúde brasileira chegava a cerca de um ano e quatro meses. 

Ainda, enquanto a receita destinada em 2007 pelo Ministério da Saúde para a saúde pública foi pouco mais de R$ 32,7 bilhões, na Saúde Suplementar a verba chegou a pouco mais de R$ 51,8 bilhões. 

Os números se tornam ainda mais agravantes quando citamos que o número de pessoas atendidas pelo SUS naquela época era de 136,2 milhões de brasileiros, enquanto na saúde privada eram 47,8 milhões de pessoas.

Dessa forma, fica claro que o Estado brasileiro iria ter dificuldades de atender a demanda de saúde de toda população brasileiro, tornando-se ainda mais visível a importância da saúde suplementar.

Conclui-se que a saúde suplementar é indispensável hoje no Brasil, por ser um pilar de sustentação do próprio SUS e, juntos, ambos fazem-se cumprir um direito assegurado na Constituição Federal.

Saúde é um direito universal.

Os desafios do sistema

Tendo em vista sua ampla utilização, diversos são os desafios do sistema. Confira abaixo alguns deles:

1. Custos desnecessários

Conforme noticiado pela Revista Medicina S/A, os gastos das operadoras de planos de saúde alcançaram recorde em 2021, chegando em R$ 43 bilhões de reais no terceiro trimestre. Esse é, sem dúvida, um dos principais desafios da saúde suplementar: os custos assistenciais.

De acordo com o Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), cerca de 19% dos gastos da saúde suplementar foram destinados de forma desnecessária em procedimentos desnecessários ou fraudes.

Os altos gastos das operadoras aumentam a sinistralidade, índice responsável por demonstrar, a partir da utilização dos serviços, como isso está compensando para a operadora. Quanto mais custos desnecessários, maior o índice e o impacto na competitividade da instituição.

Ainda, o modelo de remuneração mais utilizado utilizado hoje, o “fee for service”, prioriza a quantidade de procedimentos e não os resultados obtidos nas operações. Dessa forma, mais custos são realizados, seja em procedimentos, medicações ou até cirurgias.

2. Ocorrência de fraudes

Somente em 2020, segundo o Instituto Ética Saúde (IES), as fraudes na saúde chegaram a cerca de R$ 22 bilhões de reais.

Essa prática além de contribuir com a ocorrência de eventos adversos, contribui para o aumento da média de permanência, tornando as instituições insustentáveis, prejudicando não só a operadora, como também o paciente.

3. Investimento em tecnologias

É inegável todos os avanços promovidos pela tecnologia nos últimos tempos. Entretanto, ainda existem dificuldades no convencimento da alta gestão para implementar uma tecnologia nas operadoras.

Uma alternativa é listar os diversos benefícios que a tecnologia pode trazer ao sistema suplementar de saúde:

  • Redução de custos por meio da integração de dados;
  • Centralização de dados;
  • Tomada assertiva de decisões baseada em dados;
  • Controle total da operação;
  • Melhora na assistência ao paciente internado;
  • Aumento na eficiência da equipe.
  1. Otimização da gestão em saúde

A gestão em saúde é um determinante crucial nos resultados de uma instituição de saúde.

É responsabilidade da gestão direcionar o tratamento correto aos pacientes ou o destinar de forma adequada os recursos.

Assim, é fundamental realizar a gestão em saúde de forma estratégica, levando em consideração toda a operação e a equipe.

Conclusão

O sistema suplementar de saúde deve receber sua devida atenção e valorização, tendo em vista a importância e o impacto que o setor possui.

Ainda, os principais desafios da categoria devem ser reconhecidos, discutidos e solucionados, pois o setor é fundamental para a saúde brasileira.
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